O Parque Nacional (PARNA) das Araucárias, unidade de conservação criada através do Decreto Federal de 19 de outubro de 2005, abrange uma área de 12.841 hectares e está localizado na Bacia Hidrográfica do Rio Chapecó, na região Oeste de Santa Catarina, compreendendo parte dos municípios de Ponte Serrada e Passos Maia, a 512 quilômetros de Florianópolis. (Apremavi, 2012)
O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
Como objetivo específico o Parna visava a “preservar os ambientes naturais ali existentes com destaque para os remanescentes de Floresta Ombrófila Mista, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico“.
A colonização da região oeste catarinense aconteceu efetivamente após a década de 1930, porém anteriormente já havia sido palco de grandes movimentos políticos e sociais, como a Revolução Federalista (1891-1894) e a Guerra do Contestado (1912-1916).
A criação desta UC foi resultado de um esforço para garantir a conservação de fragmentos remanescentes da Floresta com Araucárias e dos campos de altitude, a vegetação da Mata Atlântica ameaçada pela ação antrópica. O Parna está inserido em uma região caracterizada pelo plantio de extensas lavouras de soja, trigo e milho, criação de gado extensivo, plantios de espécies exóticas, entre outros, que contribuem no desenvolvimento da economia local e regional. A área também é caracterizada pela presença de pequenas propriedades rurais e assentamentos da reforma agrária, que são responsáveis pela manutenção dos costumes e o modo de produção da agricultura familiar.
A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) está desenvolvendo o projeto Desmatamento Evitado, que tem como objetivo incentivar e apoiar à conservação de áreas por meio da adoção por empresas interessadas em compensar suas emissões de gases de efeito estufa através da manutenção do estoque de carbono existente nas áreas de floresta nativa.
Alojamentos, áreas de camping, opções para alimentação…
Edilaine Dick, Marcos Alexandre Danielli, Alanza Mara. GESTÃO PARTICIPATIVA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: Uma Experiência na Mata Atlantica. 1ª edição. Apremavi, 2012. Rio do Sul SC.